CHERAVALDO EM : O FIM DE CHERAVALDO E O INÍCIO DE PEDRO

Estava ficando cada vez mais inquieto e agitado quando soube do dia 31 de julho de 2008. Essa data sempre me pareceu simpática, pois significava que as férias escolares tinham acabado e no outro dia iríamos para aula, não que eu gostasse de ir a escola, de aulas, de estudar, pelo contrário, sempre fui malandro em se tratando desses assuntos e ainda era caseiro, sempre preferir a segurança do lar à selvageria das ruas, mas devo confessar que ficava ansioso para reencontrar com os colegas, a namorada que nem sabia que eu existia, e todas as coisas mais dessa fase: futebol em todas as etapas do período, na entrada, no recreio e na saída. O lanche impagável vendido pelo seu Godô na cantina da escola Kennedy, que entre cachorros-quentes e "cocas", continha uma verdadeira jóia em seu cardápio: paçoca de gergelim com amendoim, vendida em copinhos de café. Impossível comer uma só... Geralmente, iam para dentro três ou quatro, rapidinho, torradinhas, crocantes, misteriosas. Quem estudou lá, sabe muito bem do que eu estou falando, e quem não estudou, sinceramente sinto muito pois, a escola não existe mais, tampouco o seu Godô, que naquela época já era velho e cansado.
Ao final de cada dia de aula, eu e minha irmã, íamos lá para frente da escola, esperar o papai que, diariamente chegava com pelo menos uma hora de atraso em seu Wolksvagem Brasília, motor 1.600, de cor branca. Sabe como é, diretor financeiro de um órgão público, funcionário exemplar e cuidadoso com suas obrigações, então não tinha jeito, nos acostumamos com o horário e até que era bom, pois além da companhia dos amigos que morava por perto, que se solidarizavam e ficavam esperando, conversando com a gente, descobrimos uma combinação alimentar perfeita: laranjinha da gelar acompanhada de pipoca quentinha com bastante sal e manteiga. Hoje, da gelar, resta apenas o depósito com suas gigantescas câmaras frigoríficas localizado na avenida Senador Lemos, quase em frente a casa de shows A pororoca e a lembrança que eu tenho das laranjinhas, picolés e seus sabores genuínos, amazônicos: taperebá, cupuaçú, açaí, bacuri etc.
O dia 31 de julho me remete a essas e outras coisas mais, me transportam ao primeiro filme do super-homem visto em companhia do papai no “Paraíso”, um cinema situado na avenida Pedro Miranda que enquanto rolava o filme, os morcegos ficavam flanando bem à vontade pelo salão, me remete também ao primeiro “kichute” que eu ganhei e usava amarrado nas finas canelas, ao uniforme azul turquesa da escola John F. Kennedy, a inseparável companhia da minha irmã. Traz para a minha memória o fim da temporada de empinar papagaios que por si só, merece um capítulo à parte, tal a riqueza do vocabulário e o fascínio exercido em crianças e em adultos que se perdiam no tempo dando laços por aí, “armados” com tubos de linha encerada, papagaios, cangulas, rabiolas, que com suas cores expressas em papel seda ornavam as tardes de Belém.
O dia 31 de julho de 2008 é o prazo máximo, a data limite para o nascimento do meu filho e essa data chegou na hora em que eu escolhi o nome do moleque. Conversando com minha mãe sobre esse assunto, disse que estava pensando em chamar o menino de Pedro. Minha mãe ouviu atentamente e aprovou a escolha, argumentando que além de bonito, a escolha ia de encontro com uma dívida que ela achava ter com o santo de mesmo nome, já que eu nasci dia 29 de junho. Contando para a minha filha a notícia, esta foi mais objetiva, menos mística e totalmente direta, instinto natural nas crianças que não sei porque, no caminho da velhice fica perdido em qualquer canto.
- Pai, se o meu nome é Pietra, é claro que o do meu irmão tem que ser Pedro! Hããaa?!
Levando em consideração a elipse da minha existência, mãe e filha, que apesar dos diferentes motivos, concordaram com o mesmo resultado, não tenho nada mais a acrescentar sobre esse assunto.
Assim, saibam todos, que no mês de julho de 2008 nascerá, Pedro Coragem de Carvalho!
Ao final de cada dia de aula, eu e minha irmã, íamos lá para frente da escola, esperar o papai que, diariamente chegava com pelo menos uma hora de atraso em seu Wolksvagem Brasília, motor 1.600, de cor branca. Sabe como é, diretor financeiro de um órgão público, funcionário exemplar e cuidadoso com suas obrigações, então não tinha jeito, nos acostumamos com o horário e até que era bom, pois além da companhia dos amigos que morava por perto, que se solidarizavam e ficavam esperando, conversando com a gente, descobrimos uma combinação alimentar perfeita: laranjinha da gelar acompanhada de pipoca quentinha com bastante sal e manteiga. Hoje, da gelar, resta apenas o depósito com suas gigantescas câmaras frigoríficas localizado na avenida Senador Lemos, quase em frente a casa de shows A pororoca e a lembrança que eu tenho das laranjinhas, picolés e seus sabores genuínos, amazônicos: taperebá, cupuaçú, açaí, bacuri etc.
O dia 31 de julho me remete a essas e outras coisas mais, me transportam ao primeiro filme do super-homem visto em companhia do papai no “Paraíso”, um cinema situado na avenida Pedro Miranda que enquanto rolava o filme, os morcegos ficavam flanando bem à vontade pelo salão, me remete também ao primeiro “kichute” que eu ganhei e usava amarrado nas finas canelas, ao uniforme azul turquesa da escola John F. Kennedy, a inseparável companhia da minha irmã. Traz para a minha memória o fim da temporada de empinar papagaios que por si só, merece um capítulo à parte, tal a riqueza do vocabulário e o fascínio exercido em crianças e em adultos que se perdiam no tempo dando laços por aí, “armados” com tubos de linha encerada, papagaios, cangulas, rabiolas, que com suas cores expressas em papel seda ornavam as tardes de Belém.
O dia 31 de julho de 2008 é o prazo máximo, a data limite para o nascimento do meu filho e essa data chegou na hora em que eu escolhi o nome do moleque. Conversando com minha mãe sobre esse assunto, disse que estava pensando em chamar o menino de Pedro. Minha mãe ouviu atentamente e aprovou a escolha, argumentando que além de bonito, a escolha ia de encontro com uma dívida que ela achava ter com o santo de mesmo nome, já que eu nasci dia 29 de junho. Contando para a minha filha a notícia, esta foi mais objetiva, menos mística e totalmente direta, instinto natural nas crianças que não sei porque, no caminho da velhice fica perdido em qualquer canto.
- Pai, se o meu nome é Pietra, é claro que o do meu irmão tem que ser Pedro! Hããaa?!
Levando em consideração a elipse da minha existência, mãe e filha, que apesar dos diferentes motivos, concordaram com o mesmo resultado, não tenho nada mais a acrescentar sobre esse assunto.
Assim, saibam todos, que no mês de julho de 2008 nascerá, Pedro Coragem de Carvalho!

3 Comentários:
Mano Velho...essa da Pietra foi acertadíssima...adorei o nome, ascrônica e tudo mais...bjs
Este comentário foi removido pelo autor.
A histérica estória, mais uma vez se repete. quando El Cid, viajando pelo interlã da Espanha, encontrou aquele menino, esmirrado, com o nariz cehio de catarro escorrendo, com os pés só frieira e o short molhado de mijo, disse ao pai: _ quero levar esse menino comigo para ser meu fiel escudeiro, e a vida lhe fará registro para todo o sempre. Como é o nome desse peste.
O pai gago, lentamente respondeu... Pe..pe..dro.
logo nosso heroi espanico num rompante revidou.
_ Tás de sacanagem, Pe..pe..dro. po... po..porra nenhuma ele tem olhos de heroi, e nariz só catarro, pois apartir de agora ele receberá o nome de Sir Cheravaldo, que quer dizer em anglo-saxão-espan-turguês Menino encatarrado.
pois é, veja só agora o mundo tá viradado mesmo.
lembro ainda outra fase da historia onde
Dom Corleone, cansado de matar e roubar, mandou chamar o filho que seguiria a dinastia da familia, mas não era o MaYco corleone não, adivinha quem era "Cheravaldo Corleone" que em italiano que dizer aquele que põe catchup na pizza.
e assim a historia nos brinda com um nome cheio de segredos.
o que posso fazer??
tá certo que antigamente todos colocavam dois nomes nos filhos, como "Marcio José", Lóris Luis, Nádia Regina, Eduardo Oscarino, André Luis, Paulo Marcio. É só, me resta aguardar que seja mantida a tradição "Pedro Cheravaldo" ou "Cheravaldo Pedro" o que eu acho mais bonito.
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