CHERAVALDO EM: CUIDADO CRIANÇAS PERGUNTANDO
Certo dia, conversando com a Pietra, minha filha mais velha, que apesar, da imponência de ser a filha mais velha, tem apenas cinco anos de idade, perguntei o que ela pensava a respeito de vir a ter um irmãozinho e qual o nome que ela colocaria. O que de pronto, ela me respondeu:- Ah pai! Acho legal, mas preferia que fosse uma irmãzinha. Dá pra mudar? – Perguntou com a maior naturalidade, como se eu fosse comprar o moleque no supermercado da esquina, junto com o pão, o suco e ainda pudesse devolver caso não ficasse satisfeito, o que, não sei porque me conduziu aquela estória de quadros, tintas e pincéis com uma certa tristeza e eu disse que não, confesso que com um certo pavor dela perguntar o porquê do não e me embaraçar mais ainda. Mas, ela, superando o trauma de não ter uma irmã e sim um irmão, trauma este que levou aproximadamente 3 (três) segundos para ser superado, metralhou sem tirar os olhos da televisão:
- Então bota Cauã, Gabriel, Pietro ou Ronaldo...
Surpreso por suspeitar que ela já tinha pensado na possibilidade, pela rapidez da resposta, talvez nas suas brincadeiras de pai e mãe, e curioso pela a escolha do nome Ronaldo, perguntei:
- Mas porque Ronaldo filha?
- Por causa do “gaúcho” pai, hã!!! - e fez aquela expressão que se faz quando o outro não entende o óbvio – E concordei, claro que pelo “Gaúcho”, o outro, dia desses, acabou de romper ligamentos, está todo lascado pensando até em parar...
Dias depois, ela acrescentou mais dois nomes a sua pequena lista, Pietro e Pedro, que na verdade, são as versões masculinas de Pietra.

2 Comentários:
Entrare participar ativamente do universo infantil, não é tarefa fácil para adultos, pois, se deve regressar no tempo e ficar ao nivel do pensamento simples e certo da inocencia.
A Pietra, soube pelo lado filósofo infantil, colocar seu pesanmento de modo simples, nós adultos é que nos embaraçamos, pois construimos pré-respostas para nossas perguntas.
Pietra 10 x 0 Jorge. kkkkkk
É isso mesmo meu caro, nada é mais sofisticado do que a simplicidade, nós, adultos, é que somos cheios de excessos, de "gorduras", enfim de dificuldades...
Isso me conduziu àquela crônica do "velho" Braga, onde ele fala do pavão e diz que todo esplendor, todas aquelas matizes de cores do pavão são feitas basicamente de água e luz, isto é, com o mínimo ele alcança o máximo!
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