1/07/2006

Vida Noturna


“... Acendo um cigarro ...”

Pertinho, no CD portátil logo ao meu lado, está tocando o novo do Aldir Blanc: Vida Noturna. Estou começando a me relacionar com ele, tentando ouvir o que ele quer dizer realmente e tenho quase certeza que vai dar casamento. Comigo é assim, só funciona desse jeito e quando dá certo, é pra vida toda. Primeiro, eu devoro o CD com os olhos, leio tudo! Vejo as fotos, ficha técnica, músicos, agradecimentos. E ele fica lá no fundo, quase sussurrando, tocando como se estivesse cantando sozinho. Mal ele sabe que eu estou aqui na espreita, ouvindo e sendo tocado, recebendo toda aquela energia vital.

“Dois bombons e uma Rosa” é linda e o trecho descrito abaixo é impagável!

“...Não há xampu, não há creme
que apague ou que desmarque
da tua pele o meu beijo
fedendo a conhaque ...”

Lupicínica agrada logo de cara, acho que em função de toda a sua sofisticação estar espalhada de forma clara nessa crônica musicada e harmonizada. Tiradas inteligentes e tão espontâneas que parecem saídas diretamente da mesa do bar, das reuniões com amigos, diretamente para o papel, sem escala.

“...depende de seu conceito de assassinado,
um pobre amor não é amor barato...”

Depois de dito e feito dá até pra pensar: Pô, porque não escrevi isso?! Mas sabemos que não é tão simples assim, tem que ter lastro, tem que ter vivência.

Participações especialíssimas somam à obra muita delicadeza. Hélio Delmiro, sugerindo “Mulher” incidentalmente no começo da sétima faixa, proporciona um grande momento na música “Constelação Maior”, João Bosco retorna à parceria e ao que é mais importante: à amizade. Enfim, um grande e imperdível CD, para se ouvir sempre.

Plagiando: “Pra mim tanto faz, se é noite ou se é dia”.

1 Comentários:

Às 11:41 AM , Anonymous Anônimo disse...

A condição definida que vou me referir é a criação do belo, ou seja, da beleza sublime. O belo é toda criação que contribui para o crescimento do homem como ser espiritual. O belo é algo que contribui para a evolução do ser humano nos diversos aspectos da vida. O belo é o amor, a fraternidade, a tolerância, a compaixão e etc. O feio é o ódio, a violência, as injustiças sociais, as guerras etc. As músicas que despertam sentimentos de amor, na sua forma mais sublime, são músicas belas, mas as músicas que levam o homem à violência e ao ódio são músicas feias. Quando o homem sublimar as suas emoções e tiver uma mente bem organizada, não só descobrirá a beleza existente nos mundos mais sutis, como criará formas que, trazidas de outros planos para a terra, vêm elevar o nível mental e emocional do ser humano. A humanidade está em conflito, por estar em grande parte esquecida da mensagem de beleza. Rodeia-se de tudo quanto é feio. Perdeu o sentido da estética. As guerras, as prisões, a desigualdade social, a violência aterrorizadora que invadiu o mundo, trouxeram como conseqüência a fealdade. Só uma nova mensagem trazida pelo verdadeiro artista, aquele que é capaz de refletir o belo no feio, isto é, que é capaz de trazer outros mundos para a terra por meio da criação de formas físicas, emocionais e mentais cada vez mais belas, poderá abrir para a humanidade um novo caminho, através do qual ela seguirá e com passos firmes ao encontro de si mesma. Só quando o homem vencer as atrações do eu inferior e se unificar com o EU Superior, a sua verdadeira Alma, abrirá as portas de um mundo melhor e trará para a terra a "mensagem da beleza". E a música precisa urgentemente desempenhar um papel transformador nesse processo em busca de mensagem da beleza.

 

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